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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018 > por Barbara Cheffer

SBOT divulga os 10 mandamentos para um Carnaval Sem Traumas

Um folder que já está sendo distribuído em todos os Estados pelas Regionais da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, lista os “10 Mandamentos para um Carnaval sem Traumas”, que vão desde a necessidade de alongamento antes de cair no samba, para evitar distensões e torcicolos, passando pela necessidade de hidratação, até a escolha do calçado adequado, para não ter problemas no joelho.

Para o ortopedista Rodrigo Galinari da Costa Faria, diretor de Campanhas Públicas da SBOT, os acidentes de trânsito continuam preocupando, principalmente por causa do álcool – envolvido em 65% dos eventos -, mas há outros fatores a levar em conta para evitar estragar o Carnaval com uma lesão inesperada.

O folheto ‘Carnaval sem Traumas’ lembra que sambar, seja em blocos ou nas escolas de samba, exige muito das articulações e músculos, por isso a necessidade de alongamento e aquecimento. O gasto energético também é grande no Carnaval e, para evitar a sensação de fraqueza e até um eventual desmaio, é importante optar por alimentos ricos em carboidratos, como pães e massas, que garantem energia ao organismo.

A hidratação é vital, lembram os médicos, pois o suor drena muita água do organismo, por isso não esquecer de levar a garrafinha e como as articulações do joelho suportam grande parte do peso do corpo, um sapato inadequado pode afetar o joelho por exercícios incorretos e excessivos. Assim, mesmo que seja mais bonito um salto alto, o melhor é optar por um calçado confortável. E, é claro, se for viajar muita atenção, pois 92% dos acidentes ocorrem quando alguém está conversando ou falando no celular.
A publicação da SBOT inclui uma relação de ‘verdades e mentiras’ sobre o problema de dirigir alcoolizado. Explica, por exemplo, que o café é estimulante, mas não elimina o efeito do álcool, da mesma forma que um banho frio tem efeito apenas imediato, e minutos depois a pessoa se sente tão alcoolizada como antes e alerta para o uso de medicamentos para ‘reduzir’ o efeito da bebida. Esses medicamentos não existem, avisam os médicos, e ainda podem causar uma intoxicação.

Os ortopedistas reconhecem que os acidentes de trânsito durante o Carnaval é que lhes dão mais trabalho, mas citam outro tipo de acidente bastante comum, ferimentos muitas vezes profundos com vidro. Eles ocorrem quando o folião alcoolizado sofre uma queda, com a garrafa na mão, que se quebra. O vidro pode produzir cortes profundos, que chegam a seccionar um tendão. Outro acidente frequente é a queda num bueiro sem tampa, que pode causar uma fratura exposta e infecção, por causa da pele rasgada em contato com as bactérias que proliferam nos bueiros.

Assista o vídeo abaixo e curta o Carnaval sem Traumas!! 

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