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sexta-feira, 9 de junho de 2017 > por Barbara Cheffer

Ortopedistas alertam para risco de acidentes com fogos durante as festas juninas

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT lançou uma campanha de prevenção de acidentes com fogos de artifício que, usados nas festas juninas, foram responsáveis por 122 óbitos.

A SBOT tem registro de 48 mortes no Nordeste, seguido pela Região Sudeste, com 41 óbitos, pelo Sul, com 21 e Norte e Centro-Oeste, onde há informações de 12 vítimas fatais. Mas é provável que haja subnotificação e os dados reais sejam ainda maiores.
O diretor de Comunicações da SBOT, Carlos Vassalo, diz que o número de pacientes com queimaduras causadas por fogos que dão entrada nos hospitais triplica no mês de junho, quando se realizam as tradicionais festas de Santo Antônio (13/06), São João (24/06) e São Pedro (29/06).
O problema principal é decorrente da chamada ‘guerra de espadas’, que ocorre há 150 anos em Senhor do Bonfim e Campo Formoso, na Bahia, feita com bambus recheados de pólvora e limalha de ferro. Se ‘bem preparada’, a ‘espada’ pode gerar explosões que lançam detritos incandescentes a até cem metros de distância, queimando quem é atingido. A ‘guerra’ é proibida pela Justiça, mas continua e, em 2006, teve um recorde de feridos em Cruz das Almas, 319, sendo que um deles com 80% do corpo queimado.
Para prevenir esses acidentes, a entidade maior da Ortopedia está divulgando um vídeo com as medidas de segurança ao manusear ou soltar fogos e todas as Regionais da entidade estarão distribuindo material e fazendo divulgação dos cuidados necessários.
Os principais problemas causados pelos fogos são perda de dedos ou mesmo da mão por explosões prematuras, além das queimaduras, que comprometem a córnea e podem levar à perda da visão, se ocorrerem nos olhos, além de lesões auditivas.

Crianças e adolescentes também são vítimas

O diretor de Campanhas Públicas e Responsabilidade Social da SBOT, Francisco Nogueira, lembra que embora haja legislação vedando a manipulação de fogos por menores de 18 anos, a lei não é obedecida. Em 23,8% dos acidentados atendidos pelos ortopedistas foram menores de 18 anos, mas a faixa mais atingida é de pessoas entre 19 e 59 anos, onde se concentram 45,2% dos acidentes. Mesmo idosos, com mais de 60 anos, são vítimas frequentes, pois nessa faixa etária ocorrem 28,8% dos acidentes.
As estatísticas mais recentes indicam que a Bahia é o Estado com o maior número de internações por fogos de artifício, com 296 registros, seguido por São Paulo (289 casos), Minas Gerais (165), Rio de Janeiro (97), Paraíba e Paraná (ambos com 61 casos cada), Ceará e Goiás (com 45 casos em cada Estado), Santa Catarina (44 casos) e em décimo lugar no ranking aparece o estado do Pará com 37 casos.
Todo o material da campanha está disponível no site da SBOT, onde também é possível baixar o folder para impressão e ainda assistir um vídeo educativo. Acesse: http://campanhas.portalsbot.org.br/fogos-de-artificio/

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