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sexta-feira, 17 de março de 2017 > por Barbara Cheffer

Grupo caipira do Quadril faz ATQ em série em Campinas

Ortopedistas associados da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT de Piracicaba, Campinas, Sorocaba e Jundiaí se reunirão dia 18, num esforço concentrado para fazer artroplastias totais do quadril, inclusive duas bilaterais, quando em ambas as pernas são colocadas próteses, para aproveitar a pequena disponibilidade de leitos que foram dizponibilizados pelo Hospital da PUC de Campinas.

Esta é a segunda vez que os integrantes do ‘Grupo Caipira’ se reúnem no programa que conta com o apoio de cinco indústrias farmacêuticas, que se ofereceram para assumir a diferença entre o custo efetivo das próteses e o valor pago pelo SUS. São elas a Aesculap, Amplitude, Depuy-Johnson, Iconacy e Stryker.
Um dos integrantes do grupo, Ricardo Affonso Ferreira, diz que o trabalho filantrópico é feito também para alertar as autoridades para as imensas filas de espera para uma operação que, muitas vezes, é a única oportunidade para que um paciente possa voltar a trabalhar e recupere uma boa qualidade de vida.

O coordenador do programa, Mustafah Ahmad Zoghbi, confirma que a fila de espera em Campinas é de até cinco anos para uma prótese total de quadril e a equipe de ortopedistas voluntários poderia fazer muito mais próteses de quadril se o SUS as liberasse e houvesse maior disponibilidade de próteses e leitos nos hospitais. “Para esse mutirão, por exemplo, nossa limitação é o número de leitos, apenas seis, que o hospital da PUC pode oferecer, e por isso mesmo, para aproveitar melhor a disponibilidade, operamos dois pacientes que precisavam de artroplastias bilaterais”.

Os médicos se ressentem da limitação do número de operações autorizadas, também porque a prótese total de quadril, indicada em muitos casos de fraturas decorrentes de osteoporose e para parte dos acidentados em desastres com motocicleta é um dos procedimentos médicos com melhor índice de custo-benefício e, para a maioria dos pacientes, representa a diferença entre passar a vida como deficiente e dependente de ajuda e se integrar como elemento produtivo à sociedade.

O esforço para reduzir as filas não é só dos médicos, diz Mustafah, pois “A Puc mantem convenio com a Prefeitura de Campinas, o que permite a realização de duas artroplastias totais do quadril por semana, mas com a particição dos colegas do Grupo Caipira do Quadril o programa poderia ter uma amplitude maior”.

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